| 06 Setembro 2010
EPTV
O prefeito de Ipuiúna-MG, Elder Cássio de Souza Oliva (DEM), continua em prisão domiciliar. Ele foi preso no sábado (4) em um bar por porte ilegal de armas após denúncia da própria filha. Segundo a Polícia Militar, a menina de 16 anos contou que o pai estava bêbado e com uma arma na cintura. Élder pôde optar pela prisão domiciliar por ser advogado e ter registro da OAB, a Ordem dos Advogados do Brasil.
De acordo com informações da Polícia Civil de Ipuiúna, o advogado do prefeito conseguiu relaxamento da prisão domiciliar na noite de domingo (5), mas mesmo assim ele continuará em casa. O caso será encaminhado para Belo Horizonte, já que por se tratar de um prefeito, o julgamento deve ser feito pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais.
O prefeito divulgou uma nota à imprensa em que dá outra versão para o que aconteceu. Clique em Leia Mais e continue lendo a notícia.
Nota à imprensa
Venho à público informar que, diante dos fatos que envolvem meu nome, permaneço em casa, para evitar maiores constrangimentos, seguindo a recomendação da Justiça. Assim que a Mesma se manifestar, saberemos quais serão os procedimentos a serem adotados, mas não vou comentar o assunto para não atrapalhar as investigações.
No momento, o que mais me magoa é o fato de envolverem pessoas de minha família no caso, menores de idade, que serão, caso solicitado pela Justiça, colocadas em acareação com os demais envolvidos, comprovando que, em nenhum momento, houve alguma denuncia de minha filha, que conhece minha conduta e jamais teria motivo para recorrer à força policial para buscar uma segurança, pois tem total diálogo comigo, não precisando de intermediários para me pedir qualquer coisa ou abordar qualquer assunto. Tanto provo que tenho um ótimo relacionamento com a minha família, assim como com meus amigos, que durante todo o dia de ontem, estes se revezaram em visitas a minha casa, demonstrando apoio incondicional à minha pessoa, por saber que fui vitima de um grande mal entendido.
Em nenhum momento fui preso em um bar. Lá estive no período da tarde, por se tratar do estabelecimento do meu amigo e vice-prefeito, comemorando a conquista de um veículo importante para a nossa cidade, um ônibus que será usado na prestação de serviços na zona rural.
A operação na qual fui preso, se é que assim posso chamar, se deu dentro do Batalhão da Polícia Militar, quando fui convidado, pelo Sargento da Polícia Militar Carlos Ribeiro, por telefone, para comparecer à sede do Batalhão, e orientar a Polícia, sobre de que forma se realizaria uma falsa ação, que hoje sabemos, de apreensão de drogas na cidade, operação que, quando realizada de fato, faz parte de uma pratica comum na minha administração, visando o resgate da tranquilidade da nossa comunidade, atuando firmemente no combate às drogas.
Pai de três filhos, tinha até motivos para possuir uma arma, pensando na segurança de minha família, depois de constantes ameaças que venho sofrendo. Mas, isso não é verdade. Não possuía nenhuma arma no momento que cheguei ao Batalhão e vou provar isso. Como advogado, como cidadão, estou ao inteiro dispor da Justiça.
Mesmo não concordando com o procedimento da Polícia, estou em meu domicílio, aguardando orientações de meus advogados e refletindo sobre a melhor maneira de continuar conduzindo minha cidade, diante da necessidade de segurança pública, mesmo sem saber se terei o apoio das autoridades policiais para isso.
Mas, continuo confiante de que esse infeliz acontecimento seja logo esclarecido, com a compreensão da população e dos veículos de comunicação, e voltarei a me pronunciar sobre o caso tão logo seja possível.
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Elder Cássio de Souza Oliva
Prefeito Municipal de Ipuiuna
06/09/10














