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O Tempo

PT e PMDB não definirão, nesta segunda, em Brasília, como havia sido acertado, o nome do candidato da base do presidente Lula ao governo de Minas. Duas reuniões realizadas nesse domingo serviriam para referendar a formação da chapa, mas o resultado, um fracasso reconhecido, provou que as siglas estão distantes de um consenso.

Após três horas de reunião em um hotel de luxo de Belo Horizonte, os peemedebistas não aceitaram a proposta da chapa sugerida pelos petistas e por outros partidos aliados. A formação foi construída pela manhã, durante um encontro sem a presença de representantes do PMDB. A decisão foi adiada, e segundo os presidentes estaduais de PT e PMDB, o deputados Reginaldo Lopes e Antônio Andrade, a solução para o impasse será com critérios políticos e com discussão junto aos diretórios nacionais.

A proposta formada por petistas representou um ato de rebeldia em relação às conversas nacionais que davam como definida a candidatura do senador Hélio Costa (PMDB) para a cabeça de chapa. O PT, juntamente com PR, PCdoB e PRB, chegou a lançar, com discurso de oficialidade, o nome do ex-prefeito Fernando Pimentel para a cabeça de chapa. O ex-vice-governador e presidente estadual do PR, Clésio Andrade, seria o vice, e Hélio Costa ficaria com a única vaga para o Senado.

Os peemedebistas, de fora dessa definição, rejeitaram após longa queda de braço baseada nas pesquisas encomendadas pelos partidos e que mostraram Pimentel e Costa em um complicado pé de igualdade.

Demonstração

Após a segunda reunião da tarde, tanto Lopes quanto Andrade tentaram minimizar a falta de entendimento nas discussões para a escolha do candidato. Ao contrário do que falou pela manhã, quando confirmou o favoritismo de Pimentel nas pesquisas, o dirigente petista disse que tanto o ex-prefeito quanto Costa são “excelentes” opções para derrotar o governador Antonio Anastasia (PSDB). “Nós defendemos o nosso candidato e o PMDB, o dele. Os dois estão bem nas pesquisas. Não houve um entendimento, vamos continuar conversando, mas a decisão será feita em Minas”, garantiu Lopes.

Já o presidente do PMDB tentou minimizar a falta de sintonia e não confirmou se as pressões petistas podem azedar a aliança de apoio à candidatura da ex-ministra Dilma Rousseff (PT). Ele afirmou que a falta de acordo será levada aos líderes nacionais o mais rápido possível. “Não posso afirmar isso (o rompimento nacional). Vamos continuar conversando, não conseguimos cumprir o prazo que gostaríamos. Mas não utilizaremos mais pesquisas. Agora o critério é político”, disse.