| 02 Junho 2010
O Tempo
PT e PMDB tentam retomar o caminho para um acordo em torno da definição do candidato da ase do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao governo de Minas. Os líderes das duas legendas se encontram hoje, em Brasília, em um clima tenso. Eles vão discutir os resultados da pesquisa eleitoral, encomendada pelos dois partidos para servir de critério determinante na escolha do candidato. Além dos pré-candidatos Hélio Costa (PMDB) e Fernando Pimentel (PT), há a previsão das presenças dos presidentes nacionais do PT, José Eduardo Dutra, e do PMDB, Michel Temer. Os demais partidos da base lulista em Minas - PR, PRB e PCdoB - não devem participar do encontro.
Segundo informações de bastidores, os peemedebistas devem fazer mais pressão para que a situação em Minas seja resolvida o quanto antes. Na última vez em que se encontraram, na semana passada, líderes dos dois partidos deixaram a reunião bem distantes de um consenso para a escolha do nome.
Mas o posicionamento do senador Hélio Costa prova que o PMDB deve insistir na solução rápida. Em sua página no Twitter, o pré-candidato anunciou o encontro como sendo parte da "semana da decisão" da chapa em Minas. "Volto a lembrar as palavras do meu presidente e líder: ‘É só ter juízo’. Fala quem pode obedece quem tem juízo. Certo?", disse Costa, relembrando falas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Mas o PT mineiro promete resistir à tentativa de definição antes do prazo estabelecido para a escolha - 6 de junho. O partido aguarda o fechamento das análises qualitativas. Os petistas consideram que esses números vão favorecer a indicação de Fernando Pimentel. "A decisão do cabeça de chapa sairá após análises de pesquisas quantitativas e qualitativas. Se as qualitativas não estão prontas ainda, não há nenhuma possibilidade de a questão ser fechada já", disse o deputado federal Miguel Corrêa (PT).
Moeda de troca
Desabafo. O deputado federal Lincoln Portela, um dos líderes do PR em Minas, disse ontem, via Twitter, que Minas não pode ser tratada "como moeda de troca" e que os mineiros não aceitam "imposições".













