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Equipe da EPTV flagrou albergados que passavam a noite ao relento

EPTV

A juíza Aila Figueiredo determinou na tarde desta terça-feira (1º) a transferência de presos para aliviar a superlotação da cadeia pública de Três Corações. No texto da decisão, que deve ser cumprida imediatamente, presos provisórios de outras comarcas terão que ser levados para as cidades de origem e os presos condenados, para a penitenciária regional, que também fica na cidade.

A decisão acontece depois que doze presos albergados foram flagrados por uma equipe de reportagem da EPTV dormindo no pátio da cadeia de Três Corações. O local, conhecido como "gaiolão", fica ao ar livre, sujeito ao frio e à chuva. A maioria dos presos leva o colchão de casa para não ter que dormir no chão. Segundo um dos presos, a situação começou na última sexta-feira (28).

- “Quem tem colchão dorme no colchão, quem não tem traz de casa. Eu tenho família e deixar de dormir em casa para dormir aqui no sereno é um absurdo.", diz um dos presos.

Os albergados são presos que já estão em regime aberto. Eles podem trabalhar durante o dia fora da cadeia, mas precisam dormir sob a guarda da Justiça. De acordo com a Polícia Civil, por causa da superlotação, eles estavam passando a noite em casa. Depois de uma vistoria na semana passada, a Justiça determinou que os albergados se recolhessem à cadeia até oito horas da noite.

O delegado regional de Três Corações, Marco Aurélio Chauke, disse que vai pedir nesta terça-feira (1) a transferência de presos da cadeia, para conseguir espaço para os albergados. Atualmente a cadeia de Três Corações tem capacidade para 70 presos, mas abriga 150 detentos, entre eles 26 albergados. O Ministério Público entrou com uma ação civil pública pedindo a interdição da cadeia.

A assessoria de imprensa da Secretaria de Defesa Social afirma que está sendo feita uma nova licitação para a escolha da empresa responsável pela segunda etapa de construção de um novo presídio em Três Corações. O prédio já deveria estar pronto desde o fim do ano passado, mas segundo a assessoria, as obras foram paralisadas em março do ano passado, por causa de um desentendimento entre o município e a empresa que venceu a licitação. Agora o Estado pretende assumir o controle da obra.

A juiza da comarca de Três Corações também marcou uma audiência com os diretores das administrações prisionais para o dia oito de junho.