| 01 Junho 2010
Decisão foi tomada depois que laticínio foi denunciado por adulterar leite
EPTV
Mais quatro laticínios foram interditados em Borda da Mata depois de uma reunião entre prefeitura, Ministério Público e IMA, Instituto Mineiro de Agropecuária. A decisão foi tomada depois que um laticínio da cidade foi denunciado por colocar água oxigenada no leite destinado a uma creche e a servidores públicos municipais. Crianças chegaram a passar mal depois de consumir o leite. Os quatro laticínios interditados trabalham com a fabricação de queijo e de acordo com a Vigilância Sanitária, eles foram fechados porque não apresentavam condições de higiene suficientes para continuar em funcionamento. Nenhum deles possui equipamento adequado para a pasteurização do leite. Os laticínios interditados agora são: São Sebastião, Mogi, São Luis e Queijo Silva.
Os proprietários dos cinco laticínios firmaram um (TAC) Termo de Ajustamento de Conduta com o Ministério Público, onde para poder voltar a fabricar o queijo, se comprometem a fazer adequações sanitárias dentro de um prazo de seis meses e conseguir registro do IMA e do SIF, Serviço de Inspeção Federal.
O caso
A interdição dos laticínios aconteceu depois de uma inspeção do IMA em conjunto com o Ministério Público, em laticínios da cidade na última semana. O dono do laticínio Mill, de Borda da Mata, foi preso na semana passada acusado de adulteração de leite. As primeiras suspeitas surgiram quando crianças da creche que recebia o leite começaram a passar mal e a recusar o produto. Duas análises do leite da marca Mill, feitas no Instituto de Tecnologia de Alimentos de Campinas, interior de São Paulo, acusaram a adição de água oxigenada no produto.
Ronaldo Domingos Marinelli, de 37 anos foi preso na segunda-feira (24), à tarde. O laticínio vende leite para Borda da Mata e várias cidades do Sul de Minas. A prefeitura comprava de 3 a 4 mil litros de leite por mês que eram distribuídos para funcionários da prefeitura, na creche e em um programa da Secretaria de Assistência Social que doa leite a pessoas carentes da cidade. O advogado de Ronaldo Domingos Marinelli entrou com um pedido de liberdade provisória, que até agora não foi aceito pela Justiça.
Laticínio liberado
O laticínio Sabor de Minas, também de Borda da Mata, chegou a assumir o fornecimento, mas uma primeira amostra coletada da marca também acusou a adição de peróxido de hidrogênio. Mas em uma segunda análise esse resultado não foi comprovado. O laticínio, que foi interditado há dez dias, vai poder voltar a funcionar assim que concluir as adequações determinadas pela Vigilância Sanitária.















