| 20 Maio 2010
EPTV
Exames realizados no Instituto de Tecnologia de Alimentos, em Campinas, confirmaram a presença de peróxido de hidrogênio, mais conhecido como água oxigenada, em duas amostras do Leite Mill Tipo C que era tomado por crianças de uma creche em Borda da Mata, no Sul de Minas Gerais.
As primeiras suspeitas da adulteração surgiram depois que crianças passaram mal e não quiseram consumir o leite servido na cantina. As mães dos alunos e o Conselho Tutelar decidiram levar o caso ao Ministério Público.
A polícia investiga a denúncia. O MP pediu a prisão preventiva do dono do laticínio que distribui o produto há cinco anos para a prefeitura. Além das crianças, pessoas assistidas pela Secretaria de Assistência Social e por funcionários municipais.
Segundo o delegado de Borda da Mata, Vinicius Mesquita, o uso da combinação na produção do leite prolonga a data de validade e diminui o custo na fabricação. Ainda de acordo com Mesquita, a mistura é um crime contra o Código Penal e também infringe a Lei de Produção do Ministério da Agricultura.
“É completamente ilegal”, afirmou. O dono do laticínio, que está preso, pode responder pelo crime de adulteração de produtos alimentícios. A pena é de quatro a oito anos de prisão.













