| 14 Maio 2010
Hoje em Dia
Desde fevereiro deste ano, o vice-prefeito de Paraopeba, na Região Central, Sérgio Moreira, está impedido de exercer suas funções no prédio da administração municipal. Segundo ele, o prefeito Marcelo Uberaba mandou trocar a chave da porta da sala que ocupava e o exonerou do cargo de secretário de Administração e Recursos Humanos. “Alguém falou para o prefeito que me ouviu falar mal da administração, e ele não gostou. Não compactuo com coisas erradas”, disse.Aliados se solidarizaram com ele e o procuraram em sua residência. Para continuar a realizar os atendimentos, Moreira inaugurou, no mês passado, uma sala para trabalhar. “Não é uma sala dentro do prédio da prefeitura que vai me impedir de trabalhar e desenvolver projetos que beneficiem Paraopeba”, desafiou.
A briga com o vice acontece no momento em que a Câmara decide julgar o prefeito por suspeita de irregularidades. Marcelo Uberaba é acusado de contratação de empresa sem realização de licitação, e também pelo pagamento indevido de diárias de viagens a servidores ocupantes de cargos comissionados com valores superiores aos autorizados por Lei Municipal.
A Comissão Processante (CP), instituída no dia 18 de fevereiro deste ano, acolheu as denúncias protocoladas pelo ex-secretário Adilson Álvares da Costa Figueiredo. Os vereadores que compõem a comissão julgaram procedentes as infrações político-administrativas relatadas. Constitui a Comissão Processante os vereadores Nelson Leonardo Lima (DEM) - presidente, Lucídio Eustáquio Pio (PTB), e vogal, Wander Geraldo Corrêa (PSDB).
A sessão de julgamento estava marcada para o dia 11 de maio. No entanto, através de recurso, representantes do prefeito conseguiram, em caráter provisório, a suspensão do julgamento. De acordo com o presidente da CP, Nelson Leonardo, o Tribunal de Justiça de Minas vai marcar nova data.
“O prefeito entrou com mandado de segurança para suspender o julgamento. Ele alega que teve cerceado o direito da ampla defesa, o que é uma inverdade. Dentro de dez dias, nova sessão de julgamento deve ser marcada”, disse.
O prefeito pode ser cassado por contratar por R$ 34.270,00 a empresa Nacional Tratores e Máquinas Ltda. Durante a apuração, a CP declarou que Marcelo Uberaba “não cuidou de juntar nenhum documento que afastasse a acusação de contratação ilegal”.
O HOJE EM DIA tentou falar com o prefeito, mas ele não retornou as ligações. Sua assessoria também não conseguiu localizá-lo.














