| 03 Maio 2010
Traficante quer fazer curso de gestão financeira; advogados entraram com pedido para que ele possa ter acesso aos computadores da prisão para estudar
A Justiça Federal do Mato Grosso do Sul vai decidir se atende ao pedido dos advogados do traficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, para liberar o seu acesso à internet no presídio de Campo Grande, a fim de fazer um curso superior à distância. A informação foi divulgada ontem no jornal "Folha de S. Paulo".
É a segunda vez que ele faz a solicitação à Justiça. Na primeira, o juiz federal Odilon Oliveira negou o pedido alegando que o traficante poderia cometer crimes via rede mundial de computadores.
O traficante quer estudar gestão financeira pela Universidade Católica Dom Bosco. Ele concluiu no ano passado o ensino médio. Fez uma espécie de supletivo dentro da prisão. Foi um bom aluno, segundo o exame: com exceção de redação, suas notas estão sempre acima da média.
Caso o Judiciário atenda a solicitação de seus defensores, a dificuldade em aplicar a decisão fica por conta da proibição aos presos de acessarem à internet nos presídios federais. Apenas funcionários podem usar os computadores da penitenciária.
De acordo com o presidente do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária, Geder Luiz Rocha, o direito à educação e à formação profissional está previsto na lei de execuções penais, de 1984.
A educação, segundo ele, é a principal maneira de reduzir a volta ao crime. Dados do conselho apontam 70% dos presos voltam ao crime após a prisão. Beira-Mar foi condenado por tráfico de drogas e armas, e assassinatos.














