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Traficante quer fazer curso de gestão financeira; advogados entraram com pedido para que ele possa ter acesso aos computadores da prisão para estudar

Super Notícia

A Justiça Federal do Mato Grosso do Sul vai decidir se atende ao pedido dos advogados do traficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, para liberar o seu acesso à internet no presídio de Campo Grande, a fim de fazer um curso superior à distância. A informação foi divulgada ontem no jornal "Folha de S. Paulo".

É a segunda vez que ele faz a solicitação à Justiça. Na primeira, o juiz federal Odilon Oliveira negou o pedido alegando que o traficante poderia cometer crimes via rede mundial de computadores.

O traficante quer estudar gestão financeira pela Universidade Católica Dom Bosco. Ele concluiu no ano passado o ensino médio. Fez uma espécie de supletivo dentro da prisão. Foi um bom aluno, segundo o exame: com exceção de redação, suas notas estão sempre acima da média.

Caso o Judiciário atenda a solicitação de seus defensores, a dificuldade em aplicar a decisão fica por conta da proibição aos presos de acessarem à internet nos presídios federais. Apenas funcionários podem usar os computadores da penitenciária.

Na lei de execuções

De acordo com o presidente do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária, Geder Luiz Rocha, o direito à educação e à formação profissional está previsto na lei de execuções penais, de 1984.

A educação, segundo ele, é a principal maneira de reduzir a volta ao crime. Dados do conselho apontam 70% dos presos voltam ao crime após a prisão. Beira-Mar foi condenado por tráfico de drogas e armas, e assassinatos.

Publicado em: 03/05/2010