| 24 Maio 2011
FERNANDA MELO, graduada em jornalismo é editora
do Jornal Alto Rio Pardo desde 2006 e do site
GuiaSJC, de São José dos Campos.
Por incrível que pareça comer um ovo cru ou mal cozido pode trazer riscos à saúde. Isso porque o ovo é um dos alimentos que podem conter a bactéria Salmonela, que provoca a infecção alimentar salmonelose, responsável por sintomas como dores abdominais, diarréia, vômito e calafrios.
Para evitar que a população adquira a infecção, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), determinou que as embalagens de ovos de todo país deverão trazer advertências sobre o consumo e preparo do alimento.
Os rótulos alertam os consumidores sobre os riscos à saúde que o ovo cru ou mal cozido pode oferecer. Além disso, a Anvisa determinou a advertência para manter esses alimentos refrigerados.
“Acho que a maioria das pessoas consome ovos toda semana, pois é um alimento gostoso e prático, então, acho importante vir mais informações sobre ele na embalagem, assim como vários outros alimentos vêm explicando. Se tratando de saúde, todo cuidado é pouco”,conta a dona de casa Sueli Mattos de carvalho.
Os cuidados com os ovos iniciam já no supermercado. A temperatura de armazenamento ideal para que a bactéria não se prolifere varia entre 8º e 15º.
Antes de levar o ovo, o consumidor precisa atentar para alguns detalhes. Primeiramente deve verificar se o produto não apresenta rachaduras, pois esta é uma via de contaminação, já que a salmonela é encontrada na casca do ovo. Outro importante fator é a questão do prazo de validade.
Para a nutricionista Betânia Lopes, para evitar salmonelose as pessoas devem lavar bem os utensílios e as mãos depois de manipular carne de aves e ovos crus e cozinhar bem os alimentos.
“Para evitar a infecção é preciso cuidado no consumo de produtos preparados com ovos crus, como maionese caseira ou gemada. Além disso, guardar na geladeira os alimentos preparados no fogão, mesmo que ainda estejam quentes e proteger os alimentos do contato com animais como aves, insetos e roedores, que podem transmitir a bactéria”, explica.
Betânia explica que, entre todos os alimentos, a quantidade e a qualidade da proteína do ovo de galinha é bem alta. Além de ser uma rara fonte de vitamina D natural que auxilia na prevenção do envelhecimento a leucina que contida na clara do ovo, evita a constante perda de massa magra do corpo, e a gema é expressamente rica em Ômega 3.
O ovo, que por muito tempo foi o grande vilão, contém zeaxantina e a luteína que se forem ingeridos esses componentes com freqüência pode diminuir em 39% o risco de sofrer uma degeneração que pode prejudicar a visão.
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